quinta-feira, 4 de outubro de 2012



DE TANTO AMOR QUE SINTO...


Sinto-me no ápice da paz... noite adentra...

Busco acalanto em teus seios...
E os devaneios e cadeados...
De portais fechados...
Estilhaçaram-se aos ventos...

Sinto-me na rocha... sólidos momentos...

Corpo que me aquece... olhar que me tece...
Seria bem antes... se eu pudesse !!!
Chega a doer a alma... de tanto amor...
Carícias de pétalas... libélulas e flor...

Sinto-me na sombra... regada minha sede...

N'água da bica... onde a fonte cruza o horizonte...
Chega a arder a alma... de tanto amor...
Abraços e lágrimas... emoções e poesias...
Beijos... rimas e versos... alegrias...

Sinto-me em sóis... sóis de girassóis...

Noites e lençóis ... luas de estrelas atadas...
No ato a paixão... concepção de desejos...
Chega a inchar o coração... de tanto amor...
Éden... eras e jardins... Paulo-Beija e Valéria-Flor...

Chega a dilatar minhas veias... de tanto amor...



PAMPOETA




quarta-feira, 18 de julho de 2012



ASAS PODADAS


Ainda sou pássaro, canto nas manhãs pra ti...
Podo eu mesmo, minhas asas agora !!!
Em tributo ao teu amor...!!! prefiro cantar e ficar !!!
Pra que debandar-me ??? se aqui, vou amar-te...

Quero o céu junto à ti... pra que partir ???
Solidão era eu... hoje em par, dois amar...
Quero terra... chão molhado... encantador !!!
Pássaro sabor... bico lábios laranjeira... sabiá !!!

Alma aventureira !!! apenas as penas relíquias...
Emolduradas na parede... pra ti, toda minha sede !!!
Não vou voar... vou ficar e amar-te em solo...
Em teu ninho me consolo !!! então, pra que voar em vão ???


PAMPOETA

quinta-feira, 12 de julho de 2012



INUNDADOS DE PRAZER


Lanças... flechas... espadas...
Olhos gritantes nos olhos... fincados corpos...
Atravessam nossas almas...
Corpos que ardem... rasgados se invadem...

Concebidos atos... atados...
Guerra de amor... entrelaces vorazes libidos...
Desejos insaciáveis... jamais contidos...
Feras no coito cio... gozo jorra em rio...

Veias nossas veias dilatadas...
Peles e teias grudadas...
Encharcado doce e quente... te colo o ventre...
Abertas as tuas portas... te fecho adentre...

Submerso eu te consumo...
Te invado... te aprofundo...
Acoplados... extase nosso mundo...
Explosão prazer... em mar de amar te inundo...

PAM POETA 


domingo, 8 de julho de 2012



TALENTOS FLOR  ATA


Flor ata compondo...
Versos e rimas sonhando...
Alma de linda flor...
Poemas de puro amor...

Vida minha em versos...
Sentimentos aflorados... petalares submersos...
Uma lágrima cristalina...
Em poetisa mulher... brilha íris da menina...

Flor do tempo... trazida em vento de julho...
Com muito orgulho... amo te amar...
Escrito talento... uno e ímpar...

Bate ao peito... inspiração que sinta...
Relatos ao papel... pena no tinteiro...
Ditados chovendo do céu...
Flor ata compondo... poemas sabor mel...

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Eis aqui uma singela homenagem... Inspirada alma e talentosa poetisa... minha flor esposa amada... Amor da minha vida... Valéria Lisita.

PAMPOETA



A LUA SABIA...


Talvez fosse meu, esse tempo *
Quantos foram os anos de espera?
Por mais que pense...qual o momento?
Encontrar-te na demora...500 Eras

No tempo...muito penei... **
Tortuosos caminhos muito andei...
Cinco séculos pra lhe encontrar...
Dou-te meu coração pra sempre amar...

Dou-te em poemas, cinco centenas *
Pois em rimas já te esperava
Também nos caminhos...duras penas
Dentro do peito, coração já te amava

Romance escrito de outras Eras... **
Pena no tinteiro deveras...
Poema em letras de ouro...
Guardadosentimento...amor tesouro...

Tinha que assim ser...tu e eu *
Pisei estrelas, confundí-me à Lua
Mas cruzados caminhos...agora és meu
Somados poemas...mil vezes tua

Súbita noite...certa Lua... **
Devolve-nos a riqueza...minha e tua...
E o mais belo aconteceu, nosso amor renasceu...
Conjugando o verbo amar...de mãos dadas a duetar...



PAMPOETA ** e Valéria Lisita *

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

POEMAS LAPIDADOS

Busco à água doce...
No teu ventre mel...
Colho flor amor...
Testemunho no papel...

Relatos dos poemas vivos...
Nascentes das madrugadas...
Pássaradas cantos noturnos...
Trocam os dias em turnos...

Composições das almas...
Espelhos que se falam...
Recitadores das emoções...
Raiz dos ramos, ramificações...

Apelo ao poder da lua...
Unem-se nós, os amantes...
Pedras brutas lapidadas...
Nascem os seres diamantes...

História ou uma lenda...
Poetas que se falaram...
Poemas que se trocaram...
Almas que se emendam...

PAMPOETA.